Quando se é criança, os nossos olhos não conseguem enxergar o mal, o nosso coração não sente tão intensamente a angústia, não exigimos vingança, não desejamos poder, não passamos por cima do que quer que seja para atingir os nossos fins.
Quando se cresce, alguns dos valores que nos ensinam, desaparecem. Uns renegam-nos, outros ignoram-nos. E passam a ser substituídos por atitudes diferentes. Deixam de existir valores e criam-se regras.
A pureza dos actos, a espontaniedade das palavras, a genuidade dos sorrisos.
Por vezes, é mais fácil ser-se criança. De certa forma, existe sempre alguém que nos protege, alguém que nos ajuda. Alguém que é responsável por nós e pelo que fazemos. Alguém que está sempre por perto pra dizer o que é certo e o que é errado. Alguém que diz sempre qual é o melhor caminho a seguir. Quando já se e crescido, já não existe ninguém responsável pelo que fazemos, alguém que tome conta de nós. Existe sim, sempre alguém que aconselha, que dá a opinião, mas e as atitudes ? Quem as toma somos nós, e quando estas não são as melhores, nós é que temos que assumir as consequências.
Por vezes, não somos capazes de crescer, de tomar decisões sozinhos, de encarar a vida tal como ela é. E quando nos apercebemos disso tarde demais, somos obrigados a crescer á força! Crescer de uma maneira rápida, crescer de uma maneira "violenta", de uma maneira adulta.
Sempre um passo de cada vez subimos degrau a degrau a grande escadaria que é a vida. Cais-te ? Agora levantaste, recuperas o fôlego e continuas a subir, porque para a frente é que se caminha.

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