ao inicio era só conversa. conversa aqui e ali. uma hora o telemóvel vibrava e eu já ansiava pela mensagem que chagava. já estava instalada a minha curiosidade, sobre as tuas palavras, sobre que palavras poderiam vir a seguir, e depois, e depois do depois. logo as palavras se tornavam cada vez mais frequentes, mas presentes e cada vez mais carinhosas. já se faziam planos e já se idealizavam compromissos. era a fingir, a brincar, mas tudo ia crescendo.
a atenção começava a ser cada vez maior. a ansiedade, aumentava, e a repetição do mesmo nome pela minha boca, até já incomodava os outros. nunca exigíramos muito um do outro, nunca criamos regras. nunca delimitamos uma barreira entre a confiança e a cumplicidade. e sinceramente isso nunca interessou muito.
aos poucos, tudo se começara a tornar mais real. já me começava a aperceber o objectivo de todas as palavras, de todas as ofertas, de todas as conversas. e não estava nem importada com isso.
o desejo tornara-se partilhado por ambos!
mas desta vez não haviam planos. não haviam cobranças, nem 'marcação ao homem'. nada estava previsto, nada tinha sido feito com cuidado. apenas foi. 
não passou de uma tarde, bem passada, mas uma tarde. não passou de uns momentos de prazer. uns momentos de prazer que nenhum de nós negou, e que ambos desejamos. eu deixei de me sentir presa, como antes. de me sentir comprometida. aquilo foi agradável, mas não passou disso mesmo.  
talvez um dia mais tarde me venha a arrepender, mas por agora estou óptima. talvez devesse estar de consciência pesada, mas não sei porque razão isso não acontece. bom, talvez o desejo e o feito tenham coberto por completo o sentimento de culpa, não sei e sinceramente não estou interessada em saber.
no final da tarde, voltei acompanhada pra casa.

moral da história: 'porque haveria eu de gostar só de um, se tantos outros gostam de mim? ah e não usem telemóvel.' - anónimo.

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