estou com medo.
as palavras que me disses-te, ás quais eu dei o nome de estupidez, parecem agora estarem a tornar-se mais verdade do que qualquer outra coisa.
é verdade que não há nada como quando estou contigo. não há nada como quando me abraças, e me puxas para junto de ti. a verdade é que não há nada igual aos beijos que me dás, depois das discussões, ou quando me encontras á parede e me dizes coisas ao ouvido. sim, não há nada que se compare a isso.
mas ultimamente tudo tem perdido o valor. não sei se pela distância, se pela falta de tempo, que ambos não temos um para o outro. embora eu agora te sinta cada vez mais perto, eu estou a afastar-me de ti, aos poucos. não por vontade própria mas porque estou numa situação sem auto-controlo.
já foi meu o desejo de te ter todos os dias. de te possuir e gabar-me de dizer que ÉS MEU. mas sinceramente agora tudo isso perdeu o valor, a forma e o sentido de ser.
continuo sim a gostar (muito) de ti, e disso nunca me poderás acusar. sempre lutei, e enfrentei tudo para poder ter-te, e agora simplesmente PUUUF !
nunca vivemos um conto de fadas, mas eu sempre fui uma romântica incurável.
eu gostava quando adormecia a pensar em ti. a imaginar-te. gostava de quando cada vez que eu me sentia só, era em ti que eu pensava. era a ti que eu desejava ao pé de mim. e eu continuo querer isso. mas a verdade, é que agora eu não adormeço a pensar em ti. eu já não acordo com um sonho estúpido para contar, em que tu sejas o protagonista. agora passas-te apenas a figurante dos meus sonhos. e se isto é um filme, eu quero ser a personagem principal, sem deixar que ninguém me roube o lugar! eu já não penso (só) em ti cada vez que me sinto só. já não te desejo como antes. talvez o desejo se tenha perdido, porque eu agora te tenho. mas não, nada é como antes.
agora já não é a ti que eu tenho vontade de mandar msg, e já não é (só) pelas tuas palavras que eu (des)espero.
estou realmente com medo, medo do futuro. que agora este SÓ deixe de existir, e que eu me afaste cada vez mais, enquanto tu te aproximas de mim, o que era o que eu mais queria, antes;
agora, há outras coisas, outras pessoas, outros desejos, e talvez outros sentimentos que se apoderam de mim. já não é (só) o teu desprezo que consome todas as minhas alegrias e sorrisos. e sim, á outro ALGUÉM que tem sabido sempre animar-me, mas que principalmente nunca me deixou mal. talvez seja algo sem significado algum, e mais uma vez eu esteja a fazer uma tempestade num copo de água, mas continuo sem respostas para obsolutamente nada.
estou completamente sem controlo nesta situação, e eu não posso querer mandar, naquilo que nem os médicos conseguem controlar sequer.
ao fim do dia, faço-me sempre a mesma questão : será que isto não tem controlo, ou serei eu que não estou a querer controlar ?

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