é duro ter que deixar alguém para trás. construir um sonho junto de alguém. construir um rumo, construir uma história. construir um caminho com espaço para dois, e ver que afinal só um é que segue viagem. é duro ter que caminhar sozinha. não ter a companhia prometida, não ter a protecção nem a presença de alguém que prometeu que estaria comigo para SEMPRE.
olhando o passado, recordo todas as palavras que dissemos, todas as juras que fizemos, e tudo o que prometemos um ao outro. e vejo que agora, não passavam disso mesmo: palavras e promessas. palavras que nunca sairam do papel, e promessas que nunca serão cumpridas.
nunca gostei de pessoas que prometem o que não podem cumprir. mas eu gostava de ti. eu acreditava nas palavras mais bonitas, nas promessas mais impossiveis, porque o que me importava eras tu. tu, o teu bem estar, e esse teu enorme ego que eu tendia a alimentar. essas tuas desculpas que eu engolia sempre, as tuas asneiras que eu via sempre com bons olhos. e agora, tudo isso não vale de nada. já é parte do passado.
construimos um caminho a dois. com espaço para dois. com problemas para dois. com alegrias para dois. um caminho, com uma viagem para dois. e só eu é que continuei. tu ficas-te a meio, sem dar uma explicação ou uma razão.
mais duro do que ter que caminhar sozinha, do que ver que tudo não passavam de meras palavras, é ver que não houve importancia com o assunto. ver que mesmo quando eu insisti para voltares a caminhar comigo, tu deixaste-me voltar sozinha. largaste-me ao abandono.
e agora, só é duro continuar a gostar de ti. continuar a querer que faças parte da minha vida. só é duro eu não conseguir esquecer-me de ti, como tu me esqueces-te. e duro, também continua a ser, eu querer falar, e dizer-te as minhas palavras mais sinceras, mostrar-te os meus sentimentos mais puros.
duro, é eu não conseguir mudar esta minha maneira de ser, tão ingénua, tão frágil e tão burra. sim, burra. é burrice querer perdoar alguém que não quer pedir perdão. é burrice, eu continuar a querer que voltes, se tu já tomas-te outro rumo. é burrice, eu importar-me contigo, quando tu me deixaste daquela maneira tão fácil.

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